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Anunciar cirurgia no Google Ads: o que o CFM permite
Anunciar cirurgia no Google Ads: o que o CFM permite
Sim, um médico pode anunciar um procedimento ou cirurgia nominal no Google Ads. O que o Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbe não é citar o procedimento pelo nome — é a forma como você o anuncia: nada de fotos de antes e depois, nada de promessa de resultado, nada de sugerir superioridade sobre outros médicos. A Resolução CFM nº 2.336/2023 define o que pode e o que não pode na publicidade médica, e ela vale igual no Google, no Meta e em qualquer canal pago.
Principais pontos
- Anunciar a cirurgia pelo nome é permitido; o que é vedado é prometer resultado, usar antes/depois e fazer sensacionalismo (Resolução CFM nº 2.336/2023).
- O anúncio só pode citar até duas especialidades médicas — limite do Decreto-lei nº 4.113/1942, ainda em vigor.
- Toda peça precisa exibir nome do médico, CRM e, quando o anúncio menciona a especialidade, o RQE (Registro de Qualificação de Especialista).
- O regulador é o CFM, e quem fiscaliza no dia a dia é o CRM estadual — uma denúncia leva a sindicância no seu conselho.
- Atenção ao público-alvo: para ortodontia/odontologia o regulador é o CFO (Conselho Federal de Odontologia), não o CFM. As regras de publicidade são diferentes.
O que diz a Resolução CFM nº 2.336/2023
A norma que rege publicidade médica hoje é a Resolução CFM nº 2.336/2023, que revogou a antiga 1.974/2011. Ela é o documento que você precisa ler antes de subir qualquer campanha. O texto completo está no portal do conselho (portal.cfm.org.br).
A lógica da resolução é simples: você pode informar, mas não pode mercantilizar a medicina nem induzir o paciente ao erro. Anunciar “rinoplastia” como serviço que você realiza é informação. Anunciar “a melhor rinoplastia de São Paulo com resultado garantido” é infração — promessa de resultado, autopromoção e sensacionalismo em uma frase só.
Pontos da resolução que mais pegam médicos em campanhas pagas:
- Proibido garantir ou prometer resultado. Você não controla a biologia de cada paciente. Frases como “resultado garantido”, “sem riscos” ou “recuperação rápida garantida” são vedadas.
- Proibido antes e depois. Imagens comparativas de pacientes (mesmo com autorização) são expressamente vedadas em publicidade. Esse é o erro mais comum em anúncio de cirurgia plástica e harmonização.
- Proibido sensacionalismo e autopromoção. Nada de “o número 1”, “o mais procurado”, “técnica exclusiva milagrosa”.
- Proibido divulgar técnica não reconhecida pelo CFM ou em fase experimental como se fosse consolidada.
- Obrigatório identificar o responsável. Nome, CRM e, ao citar especialidade, o RQE precisam constar.
O limite de 2 especialidades (Decreto-lei nº 4.113/1942)
Um detalhe que quase ninguém configura corretamente no Google Ads: você não pode anunciar mais de duas especialidades simultaneamente. Essa regra vem do Decreto-lei nº 4.113/1942, que continua válido e é reforçado pelas normas do CFM.
Na prática, isso afeta como você monta sua conta de anúncios. Se você é cirurgião plástico e também faz dermatologia, não pode estampar três ou quatro frentes no mesmo perfil de divulgação. Escolha as duas que importam para a captação e mantenha o anúncio dentro do permitido.
Para anunciar uma especialidade, você precisa do RQE correspondente — o Registro de Qualificação de Especialista, emitido pelo CRM. Sem RQE, você não pode se apresentar como especialista naquela área no anúncio; pode atuar e divulgar o procedimento, mas não rotular-se “especialista em” sem o registro.
Passo a passo para subir um anúncio de procedimento dentro da norma
A seguir, um roteiro prático para campanhas de procedimento nominal sem cair em sindicância.
- Confirme seu RQE para a especialidade do procedimento. Se a campanha menciona “cirurgião plástico”, o RQE de cirurgia plástica precisa estar ativo no seu CRM. Tenha o número à mão para a peça.
- Limite o anúncio a no máximo duas especialidades. Decida o foco da campanha. Um procedimento por grupo de anúncios costuma render melhor e fica mais fácil de manter conforme.
- Escreva o texto como informação, não como promessa. Use “rinoplastia: avaliação com cirurgião plástico” no lugar de “rinoplastia com resultado garantido”. Descreva o que é o procedimento, para quem é indicado e como agendar avaliação.
- Remova qualquer imagem de antes e depois. Vale para o anúncio, para a landing page de destino e para as extensões de imagem do Google Ads. Use fotos do consultório, da equipe ou imagens institucionais.
- Inclua identificação na peça e na página. Nome do médico, CRM e RQE visíveis na landing page para onde o anúncio aponta. O Google examina a página de destino; o CRM também, em caso de denúncia.
- Evite termos de preço como gatilho de barganha. Citar valor da consulta é permitido, mas transformar saúde em liquidação (“promoção”, “desconto de X%”, “últimas vagas”) flerta com mercantilização — evite.
- Aprove o criativo antes de ativar. Em clínica, o diretor técnico médico (DTM) responde pela publicidade da instituição. Em consultório solo, a responsabilidade é sua. Tenha um checklist de conformidade antes de o anúncio ir ao ar.
Telemedicina, dado sensível e o que mais entra na conta
Dois temas costumam aparecer junto com a dúvida de publicidade e merecem atenção.
Se a campanha oferece teleconsulta ou teleorientação, a prática é regida pela Resolução CFM nº 2.314/2022, que define como a telemedicina pode ser ofertada. O anúncio pode mencionar atendimento online, mas a prestação do serviço precisa seguir essa resolução — incluindo registro e a relação médico-paciente.
E há a camada de dados. Um formulário de captação de paciente coleta dado sensível de saúde, categoria protegida pela LGPD e fiscalizada pela ANPD. Quem capta lead de procedimento precisa de base legal, consentimento claro e cuidado no armazenamento. Pixel de remarketing e listas de público no Google e no Meta também caem nesse escopo — configurar tracking de saúde exige critério, não só performance.
Por fim, lembre-se da guarda de prontuário: o CFM exige guarda por no mínimo 20 anos. Não é tema de anúncio, mas é parte do mesmo arcabouço regulatório que organiza a operação de quem capta paciente para procedimento.
Como a Fly Med ajuda
A Fly Med faz captação de pacientes para médicos especialistas e consultórios: subimos e gerimos tráfego pago no Google Ads e Meta Ads, montamos a estrutura de campanha por procedimento e cuidamos do tracking de ROI — sempre com a conta de anúncios e o pixel no CNPJ do cliente, não no nosso. Quem capta o lead chega ao command-center, nosso CRM com agendamento, e a IA Agendadora no WhatsApp ajuda a secretária a confirmar consulta e lembrar o paciente do retorno sem perder horário.
O criativo é montado para informar o procedimento sem antes/depois e sem promessa de resultado, respeitando a Resolução CFM nº 2.336/2023 — a conformidade clínica final, porém, é responsabilidade do médico ou do diretor técnico da clínica, que conhece o caso e o próprio RQE.
Importante ser honesto sobre os limites: a Fly não é software de gestão clínica. Não fazemos prontuário eletrônico próprio (integramos com a Mevo para receita e prontuário), não emitimos NFS-e direto (via Asaas), não temos PDV, app mobile, internação, nem faturamento TISS/convênio e gestão de glosa. Nosso terreno é captar paciente e organizar o comercial — não substituir o sistema de gestão da clínica.
“Eu prefiro você pagar mais em tráfego do que pagar pra mim de mão de obra. Isso não é coisa comum das agências.”
Clientes como Dr. Gustavo Fraga (cirurgia plástica, São Paulo) e Dra. Nathalia Bittar (harmonização facial, São Paulo) operam captação com a Fly Med dentro desse modelo: investimento concentrado em mídia, estrutura no CNPJ do próprio médico.
Perguntas frequentes
Posso colocar o nome da cirurgia no título do anúncio do Google Ads? Sim. Citar o procedimento pelo nome (rinoplastia, lipo, blefaroplastia) é informação permitida. O que não pode é acompanhar isso de promessa de resultado, antes/depois ou autopromoção. Escreva como descrição do serviço, não como oferta de garantia.
Posso usar foto de antes e depois de um paciente, se ele autorizar? Não. A Resolução CFM nº 2.336/2023 veda antes e depois em publicidade médica, mesmo com autorização do paciente. A regra vale para o anúncio, a landing page e as extensões de imagem. Use fotos do consultório, da equipe ou material institucional.
Quantas especialidades posso anunciar ao mesmo tempo? No máximo duas. O Decreto-lei nº 4.113/1942, ainda em vigor, limita o anúncio a duas especialidades. E, para se apresentar como especialista em uma delas, você precisa do RQE ativo no seu CRM.
Citar o preço da consulta no anúncio é permitido? Citar o valor da consulta é permitido. O que se deve evitar é transformar saúde em barganha: “promoção”, “desconto”, “últimas vagas” e gatilhos de liquidação flertam com mercantilização da medicina, que a norma do CFM coíbe.
Sou ortodontista. Sigo as mesmas regras do CFM? Não. Para odontologia e ortodontia o regulador é o CFO (Conselho Federal de Odontologia), não o CFM, e as regras de publicidade odontológica são próprias. Consulte o Código de Ética Odontológica e as normas do CFO antes de anunciar um procedimento odontológico.
Conclusão
Anunciar um procedimento nominal no Google Ads é permitido e funciona bem para captação — desde que o anúncio informe em vez de prometer. Cite a cirurgia pelo nome, fique dentro do limite de duas especialidades, mantenha RQE e CRM visíveis, e elimine antes/depois e qualquer promessa de resultado. A norma que rege tudo isso é a Resolução CFM nº 2.336/2023.
Se você quer subir campanhas de procedimento com tráfego pago no seu CNPJ, tracking de ROI e CRM para não perder o paciente que clicou, agende uma conversa com um consultor da Fly Med. O plano é sob medida, montado para o seu volume e a sua especialidade.
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