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Mevo: implementação passo a passo com prints (receita digital 2026)

Mevo: implementação passo a passo com prints (receita digital 2026)

A implementação da Mevo leva poucos minutos para um médico já cadastrado emitir a primeira receita digital. A Mevo é uma plataforma de receita digital, exames e atestados que assina documentos com certificado ICP-Brasil e envia ao paciente por WhatsApp, SMS ou e-mail. O caminho curto: ter um certificado ICP-Brasil válido, criar conta em receita.mevosaude.com.br, cadastrar o paciente, buscar o medicamento, definir posologia, assinar e enviar.

Este tutorial descreve cada tela do processo como se houvesse prints ao lado, traz um comparativo honesto entre Mevo e as outras plataformas de receita digital do Brasil, e explica a mudança regulatória da Anvisa que entra em vigor em 2026. Escrito pelo founder da Fly Vet, com os pontos fortes reais de cada concorrente e o que a Fly resolve — e o que a Fly não resolve — quando o assunto é prescrição eletrônica.

Por que receita digital virou padrão em 2026

A receita digital deixou de ser opcional e virou infraestrutura obrigatória da prática médica brasileira em 2026. A Memed, líder de mercado, já processou mais de 100 milhões de prescrições digitais e domina entre 60% e 70% do mercado de prescrição digital no Brasil, segundo a Bloomberg Línea. Mesmo com esse volume, a receita digital representa apenas cerca de 15% das prescrições feitas no país, dentro de um total estimado de 1 bilhão de prescrições por ano, ainda segundo a Bloomberg Línea. O papel ainda manda — e é aí que mora a oportunidade para o consultório que se adianta.

O crescimento é rápido. O uso de receita digital cresceu mais de 1000% nos últimos anos no Brasil, conforme levantamento da Captativa, e a base de médicos cadastrados em plataformas de prescrição avançou cerca de 20% no último ciclo. A própria Mevo nasceu como Nexodata e foi renomeada em março, segundo a Medicina S/A, sinal de consolidação acelerada do setor.

A virada de 2026 tem data e regra. A Anvisa publicou a RDC nº 1.000/2025 no DOU em 15 de dezembro de 2025, com vigência da primeira fase em 13 de fevereiro de 2026 e prazo de integração total ao Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) até 1º de junho de 2026, conforme a Vigilância Sanitária de Santa Catarina. Na prática, toda plataforma de prescrição passa a pedir um número único de receituário à Anvisa via API antes de emitir. Escolher uma plataforma que já está integrada ao SNCR deixou de ser detalhe técnico e virou pré-requisito de conformidade.

“Eu prefiro você pagar mais em tráfego do que pagar pra mim de mão de obra. Isso não é coisa comum das agências” — Mateus Gomes, founder Fly Vet

Mateus Gomes, founder Fly Vet, observa que a maior parte dos consultórios trata receita digital como ferramenta isolada, quando o ganho real aparece quando a prescrição conversa com o agendamento, o WhatsApp e o tracking de captação. A receita assinada é só o último passo de uma jornada que começa antes, na captação do paciente.

Como avaliar uma plataforma de receita digital

Cinco critérios separam uma plataforma de receita digital madura de uma ferramenta solta:

  1. Conformidade com a RDC 1.000/2025 e o SNCR. A plataforma já pede numeração única à Anvisa via API ou está prometendo integrar até junho de 2026?
  2. Compatibilidade de certificado ICP-Brasil. Aceita certificado em nuvem (sem token físico) ou exige A1/A3 instalado na máquina?
  3. Integração com o sistema do consultório. A receita nasce dentro do prontuário/agenda ou o médico abre uma plataforma separada toda vez?
  4. Canal de entrega ao paciente. Envio nativo por WhatsApp oficial, SMS e e-mail, ou só link manual?
  5. Custo total. É gratuita, é cobrada por receita, ou vem embutida em uma plataforma de gestão e captação?

“Eu fui o primeiro a criar uma agência de marketing pra médico no Brasil. Vou ser o primeiro a dizer que médico não deveria ter agência” — Mateus Gomes, founder Fly Vet

O critério 3 é o que a maioria ignora. Um médico que abre uma aba de receita digital, outra de agenda e outra de WhatsApp toda consulta perde minutos por atendimento — e o paciente sente a fricção. A pergunta não é só “qual receita digital”, é “onde a receita digital encaixa no resto da operação”.

Implementação da Mevo passo a passo (com prints descritos)

A implementação completa da Mevo, do certificado à primeira receita enviada, segue oito passos. Cada passo abaixo descreve a tela correspondente como se houvesse um print ao lado.

Passo 1 — Garantir o certificado ICP-Brasil

Antes de cadastrar na Mevo, o médico precisa de um certificado digital padrão ICP-Brasil. A Mevo aceita certificados em nuvem (Soluti Bird ID, Safeweb SafeID, VALID Vidaas e Dínamo) e certificados físicos (A1, A3 e e-CPF), conforme o passo a passo oficial da Mevo. O certificado em nuvem é o mais prático para teleconsulta, porque dispensa token USB.

Print esperado: tela do certificado em nuvem com o CRM e o CPF do médico já vinculados.

Passo 2 — Criar a conta em receita.mevosaude.com.br

Qualquer médico acessa receita.mevosaude.com.br, faz o cadastro e começa a prescrever gratuitamente, conforme a Mevo. O cadastro pede CRM, CPF e dados básicos do prescritor.

Print esperado: formulário de cadastro com o botão “Quer prescrever agora mesmo com a Mevo?”.

Passo 3 — Vincular o certificado à conta

Dentro do painel, o médico abre “Gerenciar assinatura digital” e conecta o certificado ICP-Brasil escolhido. Esse vínculo é o que dá validade jurídica à receita. A Mevo exige CPF e CRM atualizados para amarrar a assinatura ao prescritor correto.

Print esperado: tela “Gerenciar assinatura digital” com o certificado em nuvem autenticado e um aviso verde de vínculo concluído.

Passo 4 — Cadastrar ou localizar o paciente

No módulo “Pacientes”, o médico seleciona “Todos os pacientes”, pesquisa pelo nome e abre a guia “Prescrições”. Se o paciente é novo, basta cadastrá-lo com nome, telefone e e-mail.

Print esperado: lista de pacientes com a barra de busca e a guia “Prescrições” destacada.

Passo 5 — Buscar o medicamento e definir posologia

Na barra de pesquisa, o médico digita o nome do medicamento e clica para adicioná-lo. A plataforma traz uma base de medicamentos atualizada com frequência e dispara alertas automáticos de alergia, interação medicamentosa e contraindicação, conforme a Mevo. Em seguida, define posologia, apresentação, quantidade e se o uso é contínuo.

Print esperado: campo de medicamento preenchido com um alerta amarelo de interação medicamentosa visível.

Passo 6 — Conferir os tipos de receita permitidos

A Mevo emite medicamentos isentos de prescrição, tarja vermelha, antibióticos controlados e as listas C1/C5 da Portaria 344. Ficam de fora as substâncias que exigem notificação física (listas A1, A2, A3, B1, B2, C2 e C3), segundo a própria Mevo. Para controlados de notificação, o consultório ainda depende de receituário físico.

Print esperado: seletor de tipo de documento com “Receita simples”, “Receita de antibiótico” e “Atestado”.

Passo 7 — Assinar e enviar ao paciente

O médico revisa o documento, seleciona o canal de entrega e clica em “Assinar e enviar”. A receita sai em PDF e chega ao paciente por SMS, WhatsApp ou e-mail, com link e código de acesso. O paciente apresenta a receita direto no celular na farmácia.

Print esperado: prévia do PDF da receita com o botão “Assinar e enviar” e o rodapé de validação ICP-Brasil.

Passo 8 — Validar conformidade SNCR e integrar ao sistema

Com a RDC 1.000/2025, a plataforma passa a solicitar o número único de receituário à Anvisa no momento da emissão, conforme a Vigilância Sanitária de Santa Catarina. Para evitar abrir a Mevo em uma aba separada toda consulta, o médico pode usar a Mevo dentro de um sistema integrado: abre o prontuário do paciente, vai à guia “Prescrições” e clica no botão Mevo, fluxo descrito pela central da GestãoDS.

Print esperado: guia “Prescrições” dentro do prontuário com o botão Mevo embutido e o número SNCR no rodapé da receita emitida.

Comparativo de plataformas de receita digital em 2026

A tabela compara as principais opções de receita digital do Brasil. O ponto importante: a Fly Med não é uma plataforma de receita digital — ela integra com a Mevo e cuida da camada de captação, CRM e agendamento que as receitas digitais não cobrem.

PlataformaCusto para o médicoCertificado em nuvemIntegra ao sistema do consultórioCaptação de paciente (Ads + WhatsApp)Melhor para
Mevo (ex-Nexodata)GratuitaSim (Bird ID, SafeID, Vidaas, Dínamo)Sim (GestãoDS, prontuários parceiros)NãoReceita digital ampla, base grande de farmácias
MemedGratuita para o médicoSim (ICP-Brasil amplo)Sim (telemedicina e prontuários parceiros)NãoMaior rede de farmácias e validação QR code
CFM Prescrição Eletrônica100% gratuitaSim (ICP-Brasil)Não (uso avulso)NãoReceita oficial sem custo, sem integração
Fly Med (com integração Mevo)Sob consultaVia Mevo integradaSim (CRM + agenda + WhatsApp + Ads)Sim (Google Ads, Meta Ads, WhatsApp oficial)Crescer faturamento e organizar a operação inteira

Ossos de credibilidade, honestos: a Memed tem a maior rede de farmácias do país, com mais de 22 mil farmácias aderidas à receita digital, segundo o CRF-AL, além de validação por QR code em tempo real. A CFM Prescrição Eletrônica é 100% gratuita e oficial, desenvolvida por CFM, CFF e ITI, conforme o CFM. E a Fly Med não emite receita — esse é um gap real do produto, coberto por integração com a Mevo, não por módulo próprio.

Quem regulamenta a receita digital no Brasil

A receita digital é regulada por três camadas que se sobrepõem. A Anvisa define o controle de receituário pela RDC 1.000/2025 e pelo SNCR, com prazo de integração até 1º de junho de 2026, conforme a Vigilância Sanitária de Santa Catarina. O CFM normatiza a prescrição eletrônica e a publicidade médica pelo portal.cfm.org.br, e mantém a própria plataforma gratuita. E a assinatura só tem validade jurídica com certificado ICP-Brasil, padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira.

Para o consultório, a leitura prática é simples: o certificado ICP-Brasil é inegociável, a plataforma precisa estar integrada ao SNCR até junho de 2026, e a dor de cabeça com numeração de controlados continua existindo para as substâncias que exigem notificação física. A tecnologia resolve a maior parte, mas não tudo.

Onde a Fly Med entra na receita digital

A Fly Med não substitui a Mevo nem a Memed — ela resolve o que vem antes e depois da receita. A Fly Med é o ecossistema de captação, CRM, agendamento e tráfego pago para consultório médico, e a prescrição entra como integração com a Mevo, não como módulo próprio. Quando o paciente é captado por Google Ads ou Meta Ads, qualificado pela IA Agendadora no WhatsApp oficial e agendado, a consulta acontece e a receita digital é assinada pela Mevo dentro do fluxo — sem o médico pular entre três sistemas.

A honestidade aqui importa: a Fly Med não tem prontuário eletrônico próprio e não emite receita digital. Esses dois pontos são cobertos por integração — prontuário e receita pela Mevo, emissão de NFS-e via Asaas. O que a Fly Med faz, e a receita digital não faz, é trazer paciente novo. Cliente Dr. Gustavo Fraga, em São Paulo, entrou em produção em maio de 2026 com a operação de captação rodando. Cliente Dra. Nathalia Bittar, também em São Paulo, opera com a mesma estrutura de captação e agendamento.

A diferença é de modelo. Receita digital é ferramenta de execução; captação é o que enche a agenda. Uma não resolve a outra.

Conheça a Fly Med e veja como receita digital, agenda e captação conversam num só fluxo: agendar conversa com consultor.

Visão do founder

Mateus Gomes, founder Fly Vet e da Fly Tecnologia, estruturou o comercial da operação do zero e tem cicatriz real vendendo tecnologia para clínica e consultório no Brasil. Empresário, não médico com CRM, ele olha a receita digital como um pedaço pequeno de um problema maior: o consultório que não capta paciente novo não tem o que prescrever. Sobre o erro mais comum, ele costuma resumir a lógica que levou a Fly a integrar com a Mevo em vez de construir receita própria:

“Eu prefiro você pagar mais em tráfego do que pagar pra mim de mão de obra. Isso não é coisa comum das agências” — Mateus Gomes, founder Fly Vet

O ponto é direto. A Mevo e a Memed já fazem receita digital muito bem e de graça para o médico — não faz sentido a Fly competir nisso. Faz sentido a Fly integrar e cuidar da camada que ninguém resolve: trazer paciente, organizar o funil e medir o que cada real de mídia retorna. Conecte com Mateus Gomes no LinkedIn.

Perguntas frequentes

Quanto custa implementar a Mevo para um médico?

A Mevo é gratuita para o médico. Qualquer profissional acessa receita.mevosaude.com.br, faz o cadastro e começa a prescrever sem taxa de adesão, sem mensalidade e sem custo de suporte. O único custo necessário é o certificado digital ICP-Brasil, que é contratado à parte de uma autoridade certificadora e serve para todas as plataformas de receita digital, não só a Mevo.

Qual certificado digital a Mevo aceita?

A Mevo aceita certificados padrão ICP-Brasil em dois formatos. Em nuvem, funciona com Soluti Bird ID, Safeweb SafeID, VALID Vidaas e Dínamo, que dispensam token físico e são mais práticos para teleconsulta. Em formato físico, aceita A1, A3 e e-CPF. O certificado é o que dá validade jurídica à assinatura da receita, então é o primeiro item a resolver antes do cadastro.

A Mevo emite receita de medicamento controlado?

A Mevo emite medicamentos isentos de prescrição, tarja vermelha, antibióticos controlados e as listas C1 e C5 da Portaria 344. Ficam de fora as substâncias que exigem notificação física, como as listas A1, A2, A3, B1, B2, C2 e C3, que continuam dependendo de receituário físico. Para esses controlados, o consultório ainda usa o talão de papel até a regulamentação evoluir.

O que muda com a regra da Anvisa em 2026?

A RDC 1.000/2025 da Anvisa, publicada no DOU em 15 de dezembro de 2025, exige que as plataformas de prescrição se integrem ao Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) até 1º de junho de 2026. Na prática, a plataforma passa a solicitar um número único de receituário à Anvisa via API no momento da emissão. Por isso vale escolher uma plataforma que já esteja integrada ao SNCR em vez de uma que ainda promete integrar.

A Mevo integra com o sistema do consultório?

Sim. A Mevo pode ser usada dentro de sistemas de prontuário e agenda parceiros, como a GestãoDS, em que o médico abre o prontuário do paciente, vai à guia de prescrições e clica no botão Mevo sem trocar de plataforma. A receita nasce dentro do fluxo da consulta. A Fly Med usa essa mesma lógica de integração para que a receita digital conviva com o agendamento e o WhatsApp num só ambiente.

A Fly Med tem receita digital própria?

Não. A Fly Med não tem receita digital própria nem prontuário eletrônico próprio. A receita digital entra por integração com a Mevo, e o prontuário também é coberto por integração, não por módulo Fly. A Fly Med resolve a camada que a receita digital não cobre: captação de paciente novo por Google Ads e Meta Ads, qualificação por IA no WhatsApp oficial e agendamento, com tracking de quanto cada real de mídia retorna.

Ver também

Conclusão

A implementação da Mevo é rápida para quem já tem certificado ICP-Brasil: cadastro em receita.mevosaude.com.br, vínculo do certificado, paciente, medicamento, assinatura e envio. A Mevo é gratuita, ampla e integrável, e a Memed lidera em rede de farmácias e validação por QR code. A escolha entre elas costuma seguir qual já conversa com o sistema do consultório. A regra da Anvisa de 2026, com integração ao SNCR até junho, torna a conformidade um pré-requisito, não um detalhe. E a receita digital, por melhor que seja, não traz paciente novo. Essa é a camada da Fly Med, que integra com a Mevo em vez de competir com ela.

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