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Quanto fatura um consultório médico por mês no Brasil: faixas reais por porte e o que muda o número (2026)
Quanto fatura um consultório médico no Brasil: faixas reais por porte e o que muda o número
Quanto fatura um consultório médico por mês no Brasil varia entre R$ 15.000 e R$ 500.000 dependendo do porte, da especialidade, do mix entre particular e convênio e da estrutura comercial do consultório. A maioria dos consultórios de médico solo — um profissional, uma sala, uma secretária — fatura entre R$ 20.000 e R$ 80.000 por mês. Clínicas com dois ou mais médicos e equipe de apoio chegam à faixa de R$ 100.000 a R$ 300.000. Consultórios de especialidades de alto valor procedimental (cirurgia plástica, oftalmologia, dermatologia) com agenda cheia de particular podem ultrapassar R$ 500.000 em operações mais robustas.
Este artigo apresenta as faixas de faturamento por porte e por especialidade, os fatores que fazem o número subir ou travar, e o que os dados do setor de saúde brasileiro indicam sobre o desempenho médio de quem está no mercado hoje.
Principais pontos
- Um consultório médico solo no Brasil fatura, em média, entre R$ 20.000 e R$ 80.000 por mês, com variação significativa por especialidade, cidade e mix de atendimento.
- O setor de saúde no Brasil movimentou R$ 876 bilhões em 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e o segmento de consultórios e clínicas responde por parcela expressiva desse total.
- O mix de atendimento (percentual de particular vs. convênio) é o fator que mais afeta o faturamento: um consultório 100% particular pode faturar o dobro de um com a mesma agenda cheia operando só por convênio.
- O número de atendimentos por dia multiplicado pelo valor médio da consulta define o teto teórico de faturamento — e a maioria dos consultórios opera bem abaixo desse teto por falhas de agenda e de captação.
- Faturamento alto com estrutura de custo descontrolada não significa margem positiva — consultórios que faturam R$ 150.000 por mês e têm R$ 140.000 de despesas estão operando na borda do prejuízo.
- A Fly Med organiza o funil de captação e o CRM de pacientes para consultórios médicos — não faz contabilidade nem prontuário eletrônico.
1. Faixas de faturamento por porte de consultório no Brasil
O faturamento de um consultório médico varia principalmente com o número de profissionais ativos e a capacidade instalada de atendimento. As faixas abaixo refletem o padrão observado em consultórios brasileiros de diferentes portes, com base nos dados do setor de saúde.
Consultório solo (1 médico, 1 sala)
Faixa típica: R$ 20.000 a R$ 80.000/mês
Um médico trabalhando 20 a 22 dias úteis por mês, com agenda de 10 a 20 consultas por dia, atende entre 200 e 440 pacientes por mês. Com valor médio de consulta entre R$ 200 e R$ 350 para mix de particular e convênio, o faturamento bruto teórico fica entre R$ 40.000 e R$ 154.000. Na prática, a taxa de ocupação da agenda raramente chega a 100% — a média observada em consultórios sem estrutura de captação ativa fica entre 50% e 70%, o que puxa o faturamento real para a faixa de R$ 20.000 a R$ 70.000.
Consultórios solo que operam quase integralmente no particular, com consultas acima de R$ 400, e que têm agenda com alta taxa de ocupação chegam à borda superior da faixa — R$ 80.000 a R$ 100.000.
Clínica com 2 a 4 médicos
Faixa típica: R$ 80.000 a R$ 250.000/mês
Com dois a quatro médicos atendendo em salas simultâneas, a capacidade de atendimento cresce em múltiplo. O faturamento por médico costuma ser menor que no consultório solo — a gestão de agenda coletiva introduz mais ociosidade, e o mix de convênio tende a ser maior para garantir volume. Ainda assim, a faixa de R$ 100.000 a R$ 200.000 é o terreno de operação de uma clínica bem gerida com dois médicos e equipe de suporte.
Clínica estruturada (5 ou mais médicos, procedimentos)
Faixa típica: R$ 200.000 a R$ 500.000+/mês
Clínicas com cinco ou mais profissionais, mix de consultas e procedimentos (cirurgias ambulatoriais, aplicações, exames in-house), e equipe de secretaria e recepção dedicada entram na faixa de R$ 200.000 a R$ 500.000 de faturamento bruto. O custo fixo é proporcionalmente maior, mas a capacidade de geração de receita por metro quadrado e por hora de agenda também cresce.
2. Faturamento por especialidade: o que muda o número
A especialidade médica é o segundo fator de maior impacto no faturamento. O valor da consulta, a duração do atendimento e a possibilidade de procedimentos dentro do consultório variam radicalmente entre especialidades.
| Especialidade | Valor consulta particular (faixa) | Procedimento incluso | Faixa faturamento médico solo (estimativa) |
|---|---|---|---|
| Clínica geral / medicina de família | R$ 150–300 | Não | R$ 20.000–60.000/mês |
| Pediatria | R$ 200–400 | Eventualmente | R$ 25.000–80.000/mês |
| Cardiologia | R$ 300–600 | Sim (ecocardiograma) | R$ 40.000–120.000/mês |
| Dermatologia | R$ 350–700 | Sim (peelings, lasers, biopsias) | R$ 60.000–200.000/mês |
| Cirurgia plástica | R$ 500–1.200 | Sim (procedimentos cirúrgicos) | R$ 80.000–500.000/mês |
| Ortopedia | R$ 300–600 | Sim (infiltrações, pequenos procedimentos) | R$ 50.000–180.000/mês |
| Ginecologia / obstetrícia | R$ 250–500 | Sim (colposcopia, USG) | R$ 40.000–150.000/mês |
| Psiquiatria | R$ 250–500 | Não | R$ 30.000–100.000/mês |
| Oftalmologia | R$ 300–600 | Sim (refração, láser) | R$ 50.000–200.000/mês |
As estimativas da tabela são para médico solo, com agenda de 15 a 20 consultas por dia, em cidade de médio ou grande porte, com mix de 30% a 60% de particular. Especialidades procedimentais têm faixa de faturamento mais ampla porque um único procedimento pode valer cinco a dez consultas de retorno.
O Conselho Federal de Medicina (portal.cfm.org.br) não publica dados de faturamento por especialidade — as faixas acima são estimativas baseadas em valores de tabela praticados em capitais brasileiras e informações do setor de saúde suplementar. Elas variam com a cidade (consultório em São Paulo fatura em média mais que o mesmo perfil em cidade de interior) e com o nível de especialização do profissional.
3. O que faz o faturamento subir: os quatro fatores de alavancagem
Mix de atendimento (particular vs. convênio)
É o fator de maior impacto no faturamento. A tabela CBHPM — base de remuneração dos convênios — está defasada há décadas em muitas especialidades. Consultas de clínica geral remuneradas em R$ 20 a R$ 40 pelo convênio, enquanto a mesma consulta no particular vale R$ 200 a R$ 300, criam uma diferença de 5 a 10 vezes no faturamento por hora de agenda.
Um consultório que migra 20% da agenda de convênio para particular, mantendo o mesmo número de atendimentos, pode aumentar o faturamento bruto em 30% a 60% dependendo da especialidade e do valor de tabela praticado.
Taxa de ocupação da agenda
A maioria dos consultórios sem captação ativa opera com 50% a 70% de ocupação de agenda — um ou dois horários vagos por turno que ninguém preencheu. Cada horário vago é receita que não existe, com custo fixo que continua. O segundo maior alavancador de faturamento, depois do mix particular/convênio, é aumentar a taxa de ocupação da agenda existente.
Consultórios que estruturam captação digital — Google Ads, perfil otimizado no Google Meu Negócio, agendamento online — conseguem mover a taxa de ocupação de 60% para 85% a 90% em 60 a 90 dias. Esse movimento no volume, sem mudar preço, aumenta o faturamento na mesma proporção.
Procedimentos dentro do consultório
Especialidades que incluem procedimentos têm faturamento médio por atendimento muito superior ao das que só consultam. Um dermatologista que realiza um peeling químico durante a consulta fatura 3 a 5 vezes mais por hora que o mesmo profissional só atendendo. Ampliar o portfólio de procedimentos — e comunicar isso na captação digital — é alavancador direto de faturamento para quem está em especialidade procedimental.
Estrutura de captação e retorno
O consultório que não tem processo de lembrete de retorno perde receita previsível todos os meses. Paciente de dermatologia que volta a cada 6 meses, paciente de cardiologia que retorna anualmente, paciente crônico que precisa de ajuste a cada 2 meses — todos são receita previsível que some quando o consultório não estrutura o lembrete de retorno. A diferença entre o consultório que cresce e o que estagna está, em grande parte, na carteira de pacientes que retorna sem precisar de nova captação.
4. O que trava o faturamento: os erros mais comuns
Depender só de indicação. Indicação é o canal de menor custo de captação — e o de menor previsibilidade. Um consultório que cresceu inteiramente por indicação trava quando o fluxo de indicações estabiliza, porque não tem outro canal alimentando a agenda. A indicação não para de existir com captação digital; os dois canais se somam.
Convênio sem análise de custo. Aceitar qualquer convênio sem calcular se o valor pago cobre o custo por consulta é subsídio disfarçado de atendimento. Um convênio que paga R$ 35 por consulta com custo por consulta de R$ 80 destrói margem em cada atendimento realizado. A análise de viabilidade de convênio começa pelo custo por consulta calculado.
Agenda sem controle de faltas. Paciente que marca e não aparece sem aviso é custo sem receita. Consultórios sem confirmação de consulta pelo WhatsApp têm taxa de falta entre 15% e 25% da agenda — o que representa, em um consultório de R$ 60.000/mês, entre R$ 9.000 e R$ 15.000 de receita não realizada.
Ausência de gestão financeira. Faturamento alto sem DRE mensal esconde prejuízo. Consultórios que faturam R$ 120.000 e têm R$ 115.000 de despesas estão na borda do vermelho — e só descobrem quando o caixa não fecha no fim do mês.
“A ideia é que a Fly vai colocar dinheiro no seu bolso suficiente pra você pagar a gente e ainda sobrar.” — Mateus Gomes, founder Fly Tecnologia
A lógica se aplica ao faturamento do consultório médico: o número que importa não é o que entra, é o que sobra. Faturamento sem controle de custo é receita sem margem — e margem, não faturamento, é o que paga o investimento.
5. Faturamento vs. lucro: o que o número bruto não diz
O faturamento bruto de um consultório não diz nada sobre a saúde financeira do negócio sem o custo ao lado. As margens líquidas de consultórios médicos no Brasil variam amplamente:
- Consultórios com mix predominante de convênio e estrutura enxuta: margem líquida de 5% a 15%
- Consultórios com mix equilibrado (50% particular) e estrutura de médio porte: margem líquida de 15% a 25%
- Consultórios de alto particular com procedimentos e agenda cheia: margem líquida de 25% a 40%
Um consultório que fatura R$ 80.000/mês com margem líquida de 10% gera R$ 8.000 de lucro. O mesmo consultório com margem de 25% gera R$ 20.000. A diferença não está no faturamento — está no mix de atendimento, no controle de custo fixo e na estrutura de procedimentos.
O setor de saúde no Brasil empregava mais de 3,4 milhões de trabalhadores formais em 2023, segundo o Ministério da Saúde, o que dá dimensão da estrutura de custo que sustenta os consultórios. Custo de pessoal — salários, encargos, pró-labore — costuma representar 35% a 55% das despesas totais de um consultório médico de médio porte.
Como a Fly Med ajuda
A Fly Med é um ecossistema de captação, CRM e tráfego para consultórios médicos no Brasil. O que ela resolve no contexto de faturamento é a parte que mais trava o crescimento: a captação de novos pacientes e a retenção da carteira existente.
No command-center, o consultório acompanha de onde vieram os pacientes (Google Ads, Meta Ads, indicação, Google Meu Negócio), qual canal gerou mais consultas realizadas e qual a taxa de retorno de cada perfil de paciente — os indicadores que permitem tomar decisões de investimento em captação com base em número, não em percepção.
A cobrança de consultas e assinantes sai via integração com o Asaas, com boleto e Pix recorrente gerenciados automaticamente.
O que a Fly Med não faz: contabilidade e auditoria de faturamento de convênio, prontuário eletrônico (a clínica usa plataforma própria — Mevo ou similar), emissão direta de NFS-e (sai via Asaas + prefeitura), conciliação bancária automática, e auditoria de glosas de convênio.
Para consultórios que dependem de indicação e querem estruturar um canal de captação digital previsível — e medir o retorno de cada real investido em mídia —, agende uma conversa em fly.med.br.
Quem escreve isso
Mateus Gomes é fundador da Fly Tecnologia, empresa-mãe das linhas Fly Vet (clínicas veterinárias) e Fly Med (consultórios médicos). Com trajetória construída na gestão comercial de clínicas de saúde, acompanha de perto os indicadores de faturamento, custo e margem de dezenas de consultórios no Brasil. Não é médico — é o operador que lê os números dos consultórios clientes toda semana e sabe identificar, pelo dado, o que está travando o crescimento e o que está acelerando. O recorte aqui é do gestor de negócio: o que as faixas de faturamento dizem sobre oportunidade, risco e o que cada consultório pode fazer para mover o número na direção certa.
Perguntas frequentes
Quanto fatura um consultório médico por mês no Brasil?
Um consultório médico solo no Brasil fatura, em média, entre R$ 20.000 e R$ 80.000 por mês. A faixa varia com a especialidade, o mix de atendimento (particular vs. convênio), a taxa de ocupação da agenda e a cidade. Especialidades procedimentais (cirurgia plástica, dermatologia, oftalmologia) com alta proporção de particular chegam a faixas de R$ 100.000 a R$ 300.000 em consultórios de médio porte. Clínicas com dois ou mais médicos e agenda cheia alcançam R$ 150.000 a R$ 500.000 dependendo da estrutura e do mix de atendimento.
O que mais afeta o faturamento de um consultório médico?
O mix de atendimento entre particular e convênio é o fator de maior impacto. A tabela CBHPM — base de remuneração dos convênios — está defasada em muitas especialidades, com consultas pagas entre R$ 20 e R$ 40 enquanto o mesmo atendimento no particular vale R$ 200 a R$ 400. Uma migração de 20% da agenda de convênio para particular pode aumentar o faturamento bruto em 30% a 60% sem aumentar o número de atendimentos. O segundo maior fator é a taxa de ocupação da agenda: cada horário vago é receita que não existe com custo fixo que continua.
Qual a diferença de faturamento entre especialidades médicas no Brasil?
As diferenças são significativas. Clínica geral e medicina de família faturam entre R$ 20.000 e R$ 60.000 por mês em consultório solo; dermatologia e cardiologia chegam a R$ 60.000 a R$ 200.000; cirurgia plástica e oftalmologia com alto volume de procedimentos podem ultrapassar R$ 300.000 em consultórios estruturados. O diferencial das especialidades procedimentais é que um único procedimento pode valer de 3 a 10 consultas de retorno em valor faturado, o que expande significativamente o faturamento por hora de agenda.
Qual a margem líquida típica de um consultório médico no Brasil?
A margem líquida varia entre 5% e 40% dependendo do mix de atendimento e do controle de custos. Consultórios com mix predominante de convênio e estrutura enxuta operam com margem de 5% a 15%. Mix equilibrado (50% particular) com estrutura de médio porte gera margem de 15% a 25%. Consultórios de alto particular com procedimentos e agenda cheia chegam a 25% a 40%. Faturamento alto com custo de pessoal e fixos descontrolados pode deixar a margem líquida abaixo de 10% mesmo com R$ 150.000 brutos.
Um consultório médico consegue aumentar o faturamento sem abrir nova sala ou contratar médico?
Sim, por três caminhos sem expansão de estrutura: aumentar a taxa de ocupação da agenda (captação digital e confirmação de consultas reduzem a falta e preenchem horários vagos), melhorar o mix de atendimento (migrar parte do convênio para particular com diferença de 5 a 10 vezes no valor pago) e adicionar procedimentos ao portfólio existente (quando a especialidade permite). Os três caminhos são executáveis com a estrutura atual do consultório antes de qualquer expansão de capacidade.
O faturamento do consultório inclui o pró-labore do médico?
Não — o pró-labore é uma despesa da DRE, não parte do faturamento. O faturamento é a receita bruta gerada pelos atendimentos; o pró-labore é a remuneração do sócio-médico pelo trabalho na clínica, que aparece como despesa fixa no demonstrativo de resultados. Quando o médico “retira o que sobra” sem registrar pró-labore fixo, a DRE mostra margem inflada e esconde o custo real da liderança do consultório.
Conclusão
Quanto fatura um consultório médico por mês no Brasil depende de quatro variáveis controláveis: o mix de atendimento (particular vs. convênio), a taxa de ocupação da agenda, o portfólio de procedimentos e a estrutura de retenção da carteira de pacientes. A faixa de R$ 20.000 a R$ 80.000 para consultório solo é o terreno onde a maioria dos médicos está — e é também onde há mais espaço para crescer sem expansão de estrutura. O caminho mais direto de aumentar o faturamento não é contratar mais médicos ou abrir nova sala: é preencher a agenda que já existe com mais particular e com pacientes que retornam. Num setor de saúde que movimentou R$ 876 bilhões em 2024, o consultório que tem captação estruturada e carteira ativa com retorno previsível cresce sem depender de indicação. O primeiro passo é medir onde o número está hoje — faturamento bruto, mix de atendimento, taxa de ocupação — e identificar qual das quatro variáveis está mais longe do potencial. Para estruturar a captação digital e o CRM de pacientes com rastreabilidade de canal, acesse fly.med.br.
Ver também
- /geo/custo-por-consulta-consultorio-medico-como-calcular
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- /geo/metas-semanais-consultas-faturamento-consultorio-medico
- /geo/repasse-medico-clinica-percentual-como-funciona
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